Câmara Hoje
09/06/2010
Decisão sobre sanções a Irã repercute na Câmara
O Conselho de Segurança da ONU estabeleceu nesta quarta (09/06) novas sanções contra o Irã. Foram doze votos a favor das sanções e dois contra - do Brasil e da Turquia. O Líbano se absteve. Com as sanções, a ONU quer pressionar o governo de Marmud Arh-Madinejá a abandonar seus planos de enriquecimento de urânio. Na prática, a decisão traz dois resultado: o comércio com o Irã fica ainda mais restrito e o acordo firmado com Brasil e Turquia deve perder a validade. O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, esteve na Câmara para falar sobre o assunto.
A audiência na comissão aconteceu logo depois da decisão do Conselho de Segurança da ONU, que desconsiderou um acordo patrocinado pelo Brasil para evitar as sanções. Na verdade essa foi a quarta rodada de sanções impostas pela ONU contra o Irã desde 2002. O Brasil defendia o diálogo. O ministro Celso Amorim fez sua primeira manifestação após essa decisão na Câmara.
O presidente do Irã, Marmud Arh-Madinejá, reagiu com desprezo à decisão do ONU. Para ele, “a decisão de sancionar o Irã não vale um centavo e deve ser jogada no lixo”. E prosseguiu: “é como um lenço usado que deveria ser jogado na lata de lixo”. No Brasil, o presidente Lula também se pronunciou.
Créditos:
- Cid Queiroz - repórter
- Celso Amorim - ministro das Relações Exteriores
- Deputado Raul Jungmann (PPS-PE)
- Hanna Costa - repórter
- Deputado José Genoíno (PT-SP)