Câmara Hoje

08/06/2009

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Vacina contra HPV não deve ser adotada pelo SUS

O Papiloma Vírus Humano, mais conhecido como HPV, afeta entre 50 e 75% das mulheres com vida sexual ativa. Doença sexualmente transmissível mais comum no mundo, o HPV é responsável por quase 100 % dos casos de câncer de cólo de útero. O método mais eficaz de prevenção é o uso do preservativo, mas uma vacina já aprovada no Brasil poderia ajudar a salvar vidas. É o que afirma a deputada Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), autora de um projeto de lei que propõe a vacinação gratuita pelo SUS para mulheres entre 9 e 26 anos.
Mas o governo brasileiro não pensa em incluir a vacina contra HPV no calendário de imunização, pelo menos por enquanto. Em reunião na Câmara, representantes do Ministério da Saúde e do Instituto Nacional do Câncer (Inca) explicaram por que. Um dos problemas apontados é o alto custo. Uma dose da vacina custa, em média, 120 dólares e são necessárias três doses por pessoa. Mas antes de analisar os custos, o Ministério da Saúde ainda aguarda por estudos que comprovem a eficiência da vacina.
Depois de ouvir as explicações dos especialistas, o relator do projeto na Comissão de Finanças, deputado Manoel Júnior (PSB-PB), decidiu recomendar a rejeição da proposta. Enquanto não forem feitos estudos para comprovar a eficácia da vacina, o deputado acredita que o melhor caminho é a prevenção.

Créditos:
- Produção - Michelle Martins
- Reportagem - Ana Chalub
- Deputada Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) - autora do projeto
- Luiz Antônio Santini - diretor-geral do Instituto Nacional do Câncer (Inca)
- Gerson Penna - Ministério da Saúde
- Deputado Manoel Júnior (PSB-PB) - relator do projeto

Câmara Hoje

O vírus HPV é o principal responsável pelos casos de câncer de cólo de útero. Um projeto de lei em tramitação na Câmara prevê a distribuição pelo SUS de vacinas para imunizar as mulheres. O que não existe ainda é um consenso sobre a eficiência da vacina.

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