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Gravidez e casamento na adolescência

A América Latina e o Caribe continuam a ser a região com a segunda maior taxa de gravidez na adolescência no mundo. De cada 100 nascimentos, 18 são de adolescentes na faixa de 15 a 19 anos, taxas que perdem apenas para os países do continente africano, de acordo com o relatório publicado em fevereiro pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef).

O Brasil chegou a ser o país com maior taxa de fecundidade adolescente na América do Sul no início dos anos 2000. Mesmo com redução de 88,1 para 60,5 para cada 1000 nascimentos do ano 2000 até 2014, ainda é expressivo o número de meninas que se tornam mães e esposas precocemente. Em um ano, 21 mil nascimentos de meninas com menos de 15 anos de idade foram registrados em nosso país.

A região com o maior número de mães adolescentes é o Nordeste, seguida pelas regiões Sudeste, Norte, Sul e Centro-Oeste. De acordo com o Banco Mundial, o Brasil tem a maior taxa de casamento infantil da América Latina: 36% da população feminina se casa antes dos 18 anos.

Programas voltados para a saúde na escola e acesso a métodos contraceptivos são ferramentas fundamentais para reduzir esses números e levar ao empoderamento dos adolescentes, especialmente meninas, que sofrem as consequências físicas, psicológicas, sociais e econômicas com a gravidez e o matrimônio precoces, devido ao desconhecimento, à falta de apoio e ao preparo para o enfrentamento da nova realidade.

Participantes:

– Sandra Freitas, especialista em Educação Sexual e Sexologia;
– Ailta Barros Souza, professor do Departamento de Serviço Social da Universidade de Brasília/Núcleo de Estudos da Infância e Juventude;
– Viviana Santiago, gerente de Gênero e Incidência Política / Plan International Brasil;
– Deputada federal Laura Carneiro (DEM-RJ), autora do projeto que não deixa brecha na lei para casamento com menores de idade.

A repórter Vânia Alves faz entrevistas no centro de Brasília.

Perguntas, críticas e sugestões: 0800 619 619, e-mail participacaopopular@camara.leg.br, Twitter @participacaopop e WhatsApp (61) 99620-2573.

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Apresentação – Fabricio Rocha

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