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Nova composição da Câmara é menos favorável a Dilma

Novo mandato no Palácio do Planalto e nova legislatura aqui na Câmara. O que significa dizer: novas relações políticas entre Executivo e Legislativo. É hora de refazer as contas e saber como ficam as conexões entre o que deseja o governo e o que permitem os deputados. Ou, dito de outra forma, o que pretendem os parlamentares e o que admite o governo.

É como se fios invisíveis ligassem esses dois edifícios vizinhos: o Palácio do Planalto e o Congresso Nacional. Embora o Brasil não viva sob o parlamentarismo, sistema em que o governo central se confunde com o próprio Legislativo, as relações entre os dois poderes são tão concretas que a cada eleição é preciso refazer as contas para descobrir quem perde e quem ganha influência, espaço, poder. E entre os dois edifícios que compõem, junto com a sede do Judiciário, a praça dos três poderes, transita uma negociação que inclui elementos como emendas parlamentares, formação de blocos de partidos, votações decisivas e divisão de ministérios, entre outros temas.

Desta vez não será diferente. Se no Planalto venceu a continuidade com um segundo mandato para a presidenta Dilma, aqui na Câmara a composição partidária mudou – e numa configuração menos favorável à candidata vitoriosa. Nas listas das maiores bancadas da Câmara, os partidos aliados a Dilma Rousseff e ao vice-presidente Michel Temer permanecem na liderança numérica – mas tanto o PT de Dilma quando o PMDB de Temer perderam cadeiras no legislativo federal.

A renovação chegou a 43,5% dos deputados. Entre os 513 eleitos, 223 são novos parlamentares e 290 foram reeleitos. O PT continua com a maior bancada, mas perdeu 19 deputados – elegeu 69, quando tinha 88 na legislatura anterior. O PMDB, que tinha 72 deputados, elegeu 66 (seis a menos). O PSDB avançou: passa dos 44 deputados – a quarta maior bancada – para 54. Será a terceira maior força em 2015. O PSB pulou de 24 para 34 representantes e também deve estar entre as seis maiores representações políticas na Câmara.
O analista político Antônio Augusto de Queiroz, do Diap, prevê mais dificuldades para a presidenta reeleita sempre que for preciso reunir maioria para aprovar propostas de interesse do governo.

Texto — Sebastião Vicente Narração — Tiago Ramos

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