Câmara Hoje
11/12/2013
Diretora-geral da ANP defende ganhos do governo com o leilão do campo de Libra
A diretora-geral da Agência Nacional de Petróleo (ANP), Magda Chambriard, esteve hoje (11/12) na Câmara para falar sobre o leilão do campo de Libra. Essa foi a primeira vez em que o regime de partilha foi usado. Na prática, esse modelo determina que uma parte de tudo o que é produzido fica com o governo. Um único consórcio participou do leilão com uma oferta mínima. Aí surgiram dúvidas: o modelo é mesmo viável? A audiência foi feita para esclarecer essas questões.
Libra é gigante no tamanho e nos números. No auge, o campo deve produzir 1,4 milhão de barris por dia. Hoje todos os poços do país produzem juntos pouco mais de 2 milhões. Para isso, vai ser preciso investir R$ 150 bilhões em infraestrutura.
A diretora da Agência Nacional de Petróleo esteve na Comissão de Desenvolvimento Econômico para falar sobre os detalhes da operação. Por exemplo, a partir de 2022, pelo menos 59% dos bens e serviços utilizados em Libra deverão ser brasileiros. Magda defendeu o modelo que deve estimular o desenvolvimento industrial do país. Outro ponto: a falta de concorrência. Só um consórcio apresentou proposta oferecendo exatamente a fatia mínima para o estado: pouco mais de 41% da produção.
Para o autor do requerimento, deputado Ângelo Agnolin (PDT-TO), as explicações são boas e necessárias: “É um negócio de R$ 1 trilhão. Isso precisa ser continuamente discutido. A opinião pública precisa desse tipo de convencimento, de convicção".