Participação Popular
06/09/2013
Participação Popular destaca as brigas de torcidas organizadas
Pelé, Coutinho, Jairzinho, Garrincha, Rivelino, Tostão... bons tempos do futebol! Os pais levavam os filhos aos estádios para assistirem jogos com os gênios do esporte. Mas hoje as coisas são bem diferentes. As partidas de futebol deixaram de ser um evento familiar. Desde o final da década de 1980, os estádios se transformaram, muitas vezes, em campos de guerra, com brigas, bombas, torcedores machucados e até mortes. As confusões provocadas pelas torcidas organizadas estão novamente nas principais manchetes do país. Times como Corinthians, São Paulo, Flamengo e Vasco possuem suas torcidas organizadas que viajam com seus times pelo país e até mesmo fora do território nacional e, frequentemente, se envolvem em casos de violência. Um dos episódios mais recentes — envolvendo a torcida do Corinthians no Estádio Mané Garrincha, em Brasília — chama a atenção pelas pessoas envolvidas. Além de um vereador, estavam entre os agressores um integrante da Gaviões da Fiel, a torcida organizada do Corinthians, que acaba de sair da prisão. O rapaz é um dos 11 corinthianos presos na Bolívia por seis meses acusado da morte de um adolescente durante uma partida de futebol. Nada foi provado contra o grupo, mas o episódio não intimidou o rapaz, que mal saiu da prisão e já voltou a se envolver em brigas nos estádios.
O Estatuto do Torcedor está sendo aplicado corretamente? Como trazer as famílias de volta para os estádios e com segurança? Como punir esses "brigões" com mais rigor? A solução seria impedir que frequentem os estádios? Ou acabar com as torcidas organizadas?