Câmara Hoje
28/10/2010
Votos brancos e nulos diminuem legitimidade da eleição, diz TSE
Decepção com a política e seguidos escândalos de corrupção. Essas são algumas das justificativas de quem prefere anular o voto. Em toda eleição acontece assim: parte dos eleitores usa o voto para protestar. Alguns escolhem candidatos diferentes dos convencionais. Outros votam nulo, ou seja, digitam na urna eletrônica um número que não corresponde a nenhum candidato registrado. O voto nulo não é considerado válido. Não vai para candidato, partido político ou coligação. No primeiro turno destas eleições, mais de 6 milhões de brasileiros votaram nulo para presidente da República, 5,5% do eleitorado. O Tribunal Superior Eleitoral alerta: os votos nulos diminuem a legitimidade da eleição. Quanto maior o número de votos nulos e brancos, menor a necessidade de votos válidos para que um candidato seja eleito.
Nas ruas de Brasília, alguns eleitores se mostram decepcionados com a política e vão anular o voto. Outros preferem exercer a cidadania.
O cientista político Cristiano Noronha explica que até 1997, havia distinção entre voto branco e voto nulo, mas isso mudou com a nova lei eleitoral. Agora, votos brancos e votos nulos são excluídos da contagem. Ele salienta que escolher um personagem folclórico também não é uma boa forma de protesto, até mesmo porque as eleições custam caro para a sociedade, e os maus políticos só prejudicam a população. O coordenador de Infra-Estrutura do TSE, Cristiano Andrade, lembra que os votos nulos e brancos são apurados separadamente. “Da mesma forma que as abstenções, os votos brancos e nulos reduzem o número de votos válidos, o que facilita a eleição de um candidato, pois diminui número de votos válidos necessários. “O eleitor é responsável pela ação e também pela omissão”, declara.
Créditos:
- Marlene Sato - dona de casa
- Joaquim Guedes - militar
- Sílvio Brasil - funcionário público
- Dioflávio Ribeiro - vendedor
- Angela Maria - relações públicas
- Jorge Rachaus – corretor
- Paula Bittar – repórter
- Cristiano Andrade - coordenador de Infra-Estrutura do TSE
- Paula Medeiros – repórter
- Cristiano Noronha – cientista político