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12/04/2010

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Pedófilo matou jovens desaparecidos em Luziânia

É o fim de um mistério, mas também o início de outro clamor. Nesse final de semana, um pedreiro de 40 anos confessou que matou os seis jovens desaparecidos na cidade de Luziânia (GO) entre dezembro de 2009 e janeiro deste ano. Pelo menos duas das vítimas teriam sofrido abusos sexuais. Para as mães, que no desespero de encontrar os filhos vieram a Brasília pedir ajuda ao Governo e ao Congresso, o esclarecimento do caso abre espaço para outra luta, por justiça.
Admar de Jesus cumpria pena no presídio da Papuda, no Distrito Federal, pelo crime de pedofilia, quando deixou a cadeia em liberdade condicional. Apesar de um laudo psiquiátrico definir o pedreiro como psicopata perigoso, o juizado de instrução penal avaliou que ele tinha direito à progressão de pena. Uma semana depois de solto, em 30 de dezembro de 2009, ele fez sua primeira vítima: Diogo Alves, de 13 anos. Seguiram-se mais cinco casos de jovens desaparecidos, todos com idade até 19 anos e residentes no mesmo bairro de Luziânia.
O mistério levou à criação de um movimento organizado pelas mães dos desaparecidos. Elas recorreram ao Ministério da Justiça e à Comissão de Direitos Humanos da Câmara. Deputados também foram a Luziânia pedir mais informações e cobrar agilidade nas investigações. A Polícia Federal entrou no caso.
No último sábado, Admar de Jesus foi preso depois de monitorado pela Polícia durante dez dias. A irmã dele vinha usando o telefone celular de uma das vítimas. O pedreiro confessou os crimes e apontou o local onde estavam os corpos, num matagal próximo a Luziânia.
Apesar da confissão de Admar e da localização dos corpos, a polícia ainda não dá o caso totalmente por encerrado. Existe a desconfiança de que outras pessoas também tenham se envolvido nos crimes. O pai de uma das vítimas disse achar estranho que jovens em plena forma tenham se deixado dominar fisicamente por um homem de 40 anos, num percurso de seis quilômetros entre o lugar onde moravam e aquele em que foram mortos, depois do abuso sexual.

Texto atualizado em 13/04/10, às 10h53.

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