Câmara Hoje
13/04/2009
Projeto prevê distribuição gratuita de camisinha feminina
A camisinha feminina ainda é muito pouco conhecida no Brasil, mas pode se tornar tão popular quanto a masculina. A Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara aprovou um projeto que obriga o Sistema Único de Saúde (SUS) a distribuir de graça o preservativo feminino e fazer campanha de esclarecimento.
Para a maioria das mulheres, a camisinha feminina é uma ilustre desconhecida. O preservativo feminino é recente, está há apenas dez anos no Brasil. Por desconhecimento, preconceito ou comodismo, ele não se popularizou entre as mulheres. O Ministério da Saúde calcula que no máximo 9% das mulheres já experimentaram a camisinha feminina.
Existem dois tipos de preservativos femininos: o de poliuretano, que custa entre R$ 7 e R$ 10 a unidade, e o de látex, que é mais novo e chegou ao mercado um pouco mais em conta: duas unidades saem por cerca de R$ 6. Já a camisinha masculina pode ser comprada por menos de R$ 2: três unidades. É justamente o preço um dos fatores que mais dificultam o acesso. Para se ter idéia, neste ano o Ministério da Saúde vai comprar 1,2 bilhão de camisinhas masculinas e apenas sete milhões de preservativos femininos. E o Governo já analisa a possibilidade de fabricar o produto aqui no país.
Mais que reduzir o custo, a Câmara quer facilitar o acesso à camisinha feminina. Hoje, ela é distribuída apenas para alguns grupos de risco, como para as mulheres portadoras de HIV o. A Comissão de Seguridade Social e Família aprovou um projeto que obriga o SUS a distribuir o preservativo e a ensinar as mulheres a utilizá-lo. Mas ainda não há consenso sobre a proposta. Segundo o deputado Germano Bonow (DEM-RS), o custo do projeto é alto.
Créditos:
- Mariângela Simão – diretora do Programa DST/Aids do Ministério da Saúde
- Ariadne Oliveira - repórter
- Katia Guimarães – diretora da Secretaria Especial de Políticas para a Mulher
- Deputada Aline Corrêa (PP-SP) – relatora do projeto
- Deputado Germano Bonow (DEM-RS)