Câmara Agora Especial

29/10/2004

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Palmada: educação ou violência?

Palmada é uma forma disfarçada de violência. A declaração foi feita pela professora de Psicologia da USP, Maria Amélia Nogueira de Azevedo, no debate sobre os reflexos das palmadas na educação infantil. Maria Amélia garantiu ainda que é possível educar crianças e adolescentes sem bater. "Ao bater, o adulto afirma que a violência é um meio do mais forte conseguir o que quer, mediante a humilhação do mais fraco", argumenta, condenando a palmada. O deputado Eduardo Barbosa (PSDB-MG) criticou a "palmada pedagógica", que seria o tapa com intenção de educar defendido por alguns pediatras. O parlamentar, que também é pediatra, disse que bater faz parte de uma cultura que usa o medo e lembrou que “há outros métodos de se estabelecer limites”. A deputada Ângela Guadagnin (PT-SP), que também é pediatra, ressaltou o sentimento de raiva que a palmada transmite à criança e disse que há outras maneiras de dar limites às crianças, com o olhar, com o "chamar a atenção". A parlamentar acredita que a simples ameaça de bater em uma criança faz com que ela repita essa atitude diante dos colegas, em outras situações. O promotor de defesa da Infância e da Juventude do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), Anderson Pereira de Andrade, ressaltou que a palmada está incluída no crime de maus tratos previsto no Código Penal e em artigos do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). O promotor explicou, porém, que a aplicação da lei depende da interpretação do juiz. Anderson Andrade disse ainda que a promotoria recebe muitas denúncias de casos de espancamento de crianças, e lembrou que, até o século passado, não havia, no mundo, leis que protegessem a criança dos exageros de castigos dos pais. A psicóloga Maria Amélia Nogueira de Azevedo, que é coordenadora do movimento "Crescer sem Palmada", disse que há muito exageros nos castigos corporais dos pais aos filhos e comparou esses castigos à prática da tortura. A convidada afirmou que 11 países no mundo têm leis que punem os exageros dos pais e citou o caso de um senhor que passou com um trator no pé do filho para castigá-lo. Adultos, Infância dos pais:
A deputada Ângela Guadagnin (PT-SP) lembrou que muitos adultos que batem em seus filhos argumentam que, apesar de terem apanhado quando pequenos, não ficaram traumatizados e nem se transformaram em marginais ou pessoas agressivas.
O deputado Eduardo Barbosa (PSDB-MG), então, fez um paralelo com o trabalho infantil. Ele lembrou que esse tipo de trabalho é, por alguns acompanhado com essa visão de que as pessoas trabalharam quando pequenas, mas que isso não prejudicou a vida delas.

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