Rádio Criança
Brasil perde vaga no Comitê dos Direitos da Criança da ONU
08/03/2005 - 20h45
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Brasil perde vaga no Comitê dos Direitos da Criança da ONU
A presidente da Comissão dos Direitos Humanos da Câmara, deputada Iriny Lopes, do PT do Espírito Santo, lamentou a notícia de que o Brasil perdeu a vaga no Comitê dos Direitos da Criança, da Organização das Nações Unidas.
A diplomata brasileira Marília Sardenberg não conseguiu ser reeleita, durante assembléia realizada no final de fevereiro. Com isso, a América Latina passa a contar com apenas três representantes: Argentina, Paraguai e Jamaica.
Para Iriny Lopes, o governo deve tomar providências.
"Acho que o governo brasileiro deve, junto às Organização da Nações Unidas, verificar as tendências que têm dos tratados internacionais em relação ao tema e surpri-los, superar essas deficiências e voltar a ocupar a vaga no conselho da ONU.Ficar fora dessa vaga é um grande prejuízo, não só para o próprio País como também para a representação de países com o mesmo perfil, com os mesmos problemas do Brasil."
Integrante da Frente parlamentar de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente, o deputado Luiz Couto, do PT da Paraíba, acredita que o Brasil vai recuperar a vaga.
"A gente sente, mas, ao mesmo tempo, a gente vai revigorar aqui as forças no sentido de que nós trabalhemos para acabar de vez com todos os crimes que são cometidos contra a criança e o adolescente em nosso País. Os outros países foram mais fortes, mais bem organizados e conseguiram eleger outras pessoas, tirando a vaga da nossa representante lá na Comissão dos Direitos da Criança da ONU."
Criado em 1993, o Comitê dos Direitos da Criança da ONU reúne 18 especialistas de diferentes países para monitorar a implementação da Convenção dos Direitos da Criança. Nesses 15 anos de existência, essa será a primeira vez que o Brasil não terá um representante no órgão. A próxima eleição dos integrantes do comitê acontece em quatro anos.
De Brasília, Idhelene Macedo.