Rádio Criança

Deputada comenta relatório sobre trabalho infantil (02'35")

22/02/2005 - 13h34

  • Deputada comenta relatório sobre trabalho infantil (02'35")

Uma em cada 12 crianças ou jovens com menos de 18 anos em todo o mundo trabalha sob as piores formas de exploração. A informação faz parte de um relatório produzido pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância, o Unicef, divulgado nesta segunda-feira em Londres.

Das 180 milhões de crianças trabalhadoras, 97% moram em países pobres ou em desenvolvimento e estão envolvidas em atividades perigosas ou degradantes, como o trabalho em minas, em fábricas químicas, sofrem exploração sexual ou são recrutadas para exércitos.
Para resolver o problema, é necessária uma mobilização mundial, como defende a oficial de projetos do Unicef Brasil, Alison Sutton.

"Para resolver esse problema com enfoque na pobreza é preciso um empenho mais dedicado por parte das nações ricas, para contribuírem para a resolução, com doações para um fundo e ações de redução de pobreza"

O relatório destaca que há mais de 30 anos os países ricos se comprometeram a dar 0,7% de seu Produto Interno Bruto em ajuda internacional para a infância, mas até agora só Dinamarca, Noruega, Holanda, Luxemburgo e Suécia cumprem a promessa.

A deputada Maria do Rosário, do PT gaúcho, afirma que em todo o mundo há uma cultura permissiva em relação ao trabalho infantil nas camadas mais populares da sociedade.

Integrante da Frente Parlamentar em Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente, Maria do Rosário fala sobre as consequências dessa exploração.

"A infância é completamente destruída. A criança trabalhadora tem todas as portas fechadas. Ao lado da exploração sexual e da gravidez, o trabalho infantil é o principal fator para tirar as crianças da escola. Quando a criança é levada a abandonar a escola para conseguir comer, se sustentar e sustentar sua família, estão fechadas as portas de qualquer desenvolvimento no futuro"

A deputada Maria do Rosário lembra também que as crianças e adolescentes trabalhadores agravam o problema do desemprego, pois ocupam vagas no mercado com uma remuneração bem inferior à paga aos adultos.

Os números oficiais apontam que, atualmente, 2,4 milhões de crianças e adolescentes com menos de 16 anos trabalham em todo o Brasil.

De Brasília, Mônica Montenegro

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