Rádio Criança
Seminário debate Erradicação do Trabalho Infantil -
29/09/2004 - 18h40
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Seminário debate Erradicação do Trabalho Infantil -
Especialistas, estudiosos, agências internacionais como Unicef e OIT, além de fóruns estaduais e entidades de combate ao trabalho infantil debatem, nestas quarta e quinta-feira, maneiras de como enfrentar o trabalho infantil, considerando as questões de gênero, raça e etnia. Segundo estatísticas do Fórum Nacional de Prevenção e Erradicação ao Trabalho Infantil, as crianças que nascem em um lar pobre, negras ou indígenas, têm menos oportunidades de concluir o ensino fundamental, se comparadas com as crianças brancas. A secretária executiva do fórum, Isa Oliveira, argumenta que essas crianças merecem atenção especial para que sejam criadas políticas públicas inclusivas, que promovam a igualdade de direitos.
Além de priorizar a inclusão das crianças na escola, de acesso à educação, Isa Oliveira sugere que as famílias das crianças que trabalham sejam conscientizadas:
"Hoje a gente sinaliza: é importante que a criança seja incluída na escola, que ela tenha garantida a oportunidade de permanecer na escola, de concluir o ensino fundamental.
O que nós consideramos extremamente importante é que as famílias das crianças que estão excluídas ou que são vulnerabilizadas tenham um apoio, e esse apoio tem que ser do governo do estado, não só do governo federal, mas dos governos estaduais e municipais, no sentido de que elas tenham oportunidade ou de trabalho, ou de auferir renda que garanta o sustento da própria família, portanto, que a criança não seja incluída precocemente no mercado de trabalho para ou garantir o seu sustento, muitas vezes o sustento da própria família."
Segundo os dados do Fórum Nacional de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil, as crianças trabalham, normalmente, com o comércio informal, como vendedores ambulantes. O trabalho dos meninos, dentro das diversas formas de trabalho infantil, predomina. Na opinião da secretária executiva do fórum, isso se deve à cultura de que o homem é o provedor. Quando se fala de trabalho doméstico e exploração sexual para fins comerciais, predominam as meninas e afro-descendentes.
As recomendações elaboradas pelas oficinas do seminário, que se realiza na Organização Panamericana de Saúde, serão inseridas nos programas e planos de ação em todos os espaços de atuação do Fórum Nacional.
De Brasília, Danielle Popov.