Rádio Criança
Jovens debatem políticas públicas nos estados
16/03/2004 - 00h00
Os jovens de Mato Grosso querem que o governo amplie o acesso ao Programa de Geração de Emprego e Renda, o Proger, do Ministério do Trabalho, aumentando a idade máxima de 24 para 30 anos. E os jovens do Acre querem que a idade máxima de acesso às políticas públicas para a juventude seja fixada em 35 anos para o povo rural. Os dois estados foram os primeiros a realizarem conferências regionais de debate da proposta preliminar da Comissão Especial de Políticas Públicas para a Juventude e que vão subsidiar a Conferência Nacional da Juventude, nos dias 12, 13 e 14 de maio, em Brasília. O presidente da comissão especial, deputado Reginaldo Lopes, do PT mineiro, acredita que, ao final, a idade de acesso às políticas públicas será de 16 a 29 anos para o jovem urbano e até 35 anos para o jovem rural. Também informa que há uma tendência para se ampliar até 35 anos os benefícios do Proger, para atender recém-formados na universidade. Reginaldo Lopes observa que a cultura brasileira nas escolas e universidades é de preparar o jovem para ser empregado, e não para ser empreendedor.
Sonora: "Na prática é muito difícil. As pessoas geralmente estão desempregadas, as pessoas precisam ser organizadas pra fazer um atividade que gere trabalho e renda, é muito difícil se organizar. Então, talvez por todas essas dificuldades de gerar novos postos de trabalho, de gerar nova renda no País, é preciso compreender que esse programa tem que se estender para uma faxia etária maior"
No encontro em Rio Branco, no dia 10 de março, os jovens do Acre também reivindicaram políticas diferenciadas para o jovem da floresta, tanto na formação profissional como na idade. Já em Cuiabá, os jovens reafirmaram a política de cotas nas universidades públicas. Eles fixaram em 20 por cento a cota para os afro-descendentes, em 5 por cento para os índios e em 20 por cento para os alunos de escolas públicas.
De Brasília, Márcia Brandão