Painel Eletrônico
Comitê apresenta em março plano de acompanhamento do Pacto Brasil contra o Feminicídio
19/02/2026 - 08h00
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Entrevista - assessora legislativa da Secretaria da Mulher da Câmara, Danielle Gruneich
Assinado pelos três Poderes para ampliar o enfrentamento da violência contra as mulheres, o Pacto Brasil contra o Feminicídio começa a sair do papel. Um comitê interinstitucional foi instalado para gestão do pacto, de forma a articular as ações em cada esfera, buscando inclusive a participação estadual e municipal.
O grupo tem a participação das deputadas Jack Rocha (PT-ES), Benedita da Silva (PT-RJ), Soraya Santos (PL-RJ) e Greyce Elias (Avante-MG), além de senadoras, ministras e ministros e representantes do Judiciário.
Em entrevista ao Painel Eletrônico nesta quinta-feira (19), a assessora legislativa da Secretaria da Mulher da Câmara dos Deputados Danielle Gruneich explicou que o comitê vai se reunir extraordinariamente no dia 26 de fevereiro com as indicações de cada esfera de poder para um plano de ação a ser lançado logo no início de março, Mês da Mulher.
“Nós temos já uma agenda articulada e a gente tem que potencializar muito essa articulação para que realmente o sistema funcione em todas as caixinhas. Porque a mulher, ela recebe atenção ou deveria receber atenção de várias caixinhas diferentes e essas caixinhas precisam conversar,” afirmou a assessora.
Danielle destaca que o feminicídio é uma chaga social no Brasil e que o enfrentamento do crime demanda medidas punitivas e preventivas, com orçamento garantido.
“A ideia do comitê é fazer um grande mapa dessas ações, preliminarmente do que já se faz dentro de todos aqueles eixos do pacto. O eixo do pacto não é meramente punir o agressor, o assassino, o que obviamente é importantíssimo, mas também medidas de prevenção. Então, falar um pouco da questão educacional, superar essa cultura misógina que a gente enfrenta, debater o machismo estrutural que a sociedade enfrenta, que faz mal para mulheres e para homens,” destacou.
“Quando a gente estuda um pouquinho mais sobre esses temas, a gente vê que são questões em que a mulher é a vítima principal, afinal ela vai ser assassinada infelizmente, mas é importante que toda a sociedade compreenda que matar essa mulher também faz parte de uma doença que afeta todo mundo, todas as pessoas, não só aquelas das famílias diretamente,” completou Danielle.
O combate ao feminicídio é tratado como prioridade máxima diante do aumento nos crimes de gênero no país. Dados do último ano revelam que 1.520 mulheres foram assassinadas, o que representa uma média de quatro vítimas diárias.
Apresentação - Ana Raquel Macedo