Painel Eletrônico
Foco de gripe aviária no RS é isolado e não oferece risco ao consumidor, diz vice-presidente da Comissão de Agricultura
20/05/2025 - 08h00
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Entrevista - Dep. Afonso Hamm (PP-RS)
A Comissão de Agricultura da Câmara e a Frente Parlamentar da Agropecuária acompanham os desdobramentos do caso de gripe aviária em Montenegro, no Rio Grande do Sul. Foi o primeiro caso da doença encontrado em um estabelecimento comercial no Brasil. A propriedade criava 17 mil frangos para produção de ovos férteis. Os animais já foram abatidos e o local isolado.
Em entrevista ao Painel Eletrônico (20/5), o segundo vice-presidente da Comissão de Agricultura da Câmara e integrante da bancada do agronegócio, deputado Afonso Hamm (PP-RS), informou que os protocolos de produção de carne e derivados no país são extremamente rigorosos, até por exigência internacional. O país é o maior exportador de carne de frango do mundo. Cerca de 70% das vendas são destinadas, no entanto, ao mercado interno e o restante para exportação.
Segundo Afonso Hamm, tanto o Ministério da Agricultura quanto a Secretaria de Agricultura do Rio Grande do Sul estão atuando de forma correta e transparente em relação ao caso, com medidas para isolar e conter o foco de gripe aviária e para monitorar o eventual surgimento de novos casos pelo país.
“Essa doença existe há mais de 20 anos no país, mas os registros se referiam a aves silvestres, migratórias. É a primeira vez que surgiu o problema em criatórios controlados e ele está sendo atacado. Então, há uma responsabilidade muito grande. Isto não é só retórica, é verdadeiro. Eu posso testemunhar como deputado federal que sou deputado do Rio Grande do Sul e, fundamentalmente, com a conversa com as autoridades. Então, nós estamos tendo um tratamento exemplar por parte do Ministério da Agricultura, atuante e transparente; da Secretaria de Agricultura do Estado; e dos empreendedores,” garantiu o parlamentar.
Afonso Hamm também tranquilizou a população quanto à segurança no consumo de carne de frango e ovos.
“Essa doença não é transmissível pela carne nem pela pelo ovo desde que sejam cozidos. Temos nosso sistema de inspeção, de fiscalização sanitária, todo o produto que está na mesa do brasileiro hoje, ele passa por essa fiscalização. Então, não há risco à população. O risco que existiria é de contato com as aves lá dentro dos aviários, dentro dos criatórios, mas se trabalha com equipamentos, até por proteção, que já é praxe. E também, nós só temos um foco. Há em torno de 500 propriedades nessa região. E não foi detectado mais nenhum foco em áreas de produção,” destacou.
Afonso Hamm lembrou que, pelos protocolos atuais, as exportações de carne de frango devem ficar suspensas entre 28 e 60 dias. Pelo curto prazo, o parlamentar não acredita que vá haver impacto no preço do alimento no Brasil.
Apresentação - Ana Raquel Macedo