Painel Eletrônico

Deputada Luciene Cavalcante diz que orçamento precisa destinar recursos para prevenção – e não apenas para cuidar de cidades atingidas por mudanças climáticas

25/11/2024 - 08h00

  • Entrevista - Dep. Prof. Luciene Cavalcante (PSOL-SP)

A Comissão Mista de Orçamento vai debater, nesta terça-feira, a criação de um orçamento voltado para a prevenção de desastres climáticos. A audiência acontece a pedido da deputada Professora Luciene Cavalcante (Psol-SP) (Psol-SP), que diz que, hoje, o orçamento prevê a liberação de recursos apenas depois que os desastres acontecem. Não há verbas para prevenção. Dados do TCU mostram, segundo ela, que é sempre melhor prevenir. Só nos últimos 10 anos, o governo federal gastou mais de R$ 11 bilhões para administrar crises causadas por desastres naturais. O montante é quase três vezes maior do que as despesas com prevenção.

Luciene Cavalcante diz que o valor do montante seria definido durante as discussões. Mas alertou que é preciso repensar até o modelo de desenvolvimento do país que, segundo ela, destrói a natureza. Ela ressalta que são necessárias ações para: monitorar os desastres, construir cidades resilientes e preservar áreas verdes. Ela considera alarmante que mapeamento do governo tenha mostrados que 35% das cidades brasileiras (1.942 municípios) estão suscetíveis a desastres associados a deslizamentos de terras, alagamentos, enxurradas e inundações.

Segundo Luciene Cavalcante, a experiência internacional mostra que é preciso mudar o plano diretor dessas cidades, incluindo metas para preservação de área verde, integração de sistemas e educação ambiental. Existem, inclusive, as chamadas “cidades-esponjas”, que conseguem absorver o impacto desses desastres. A lição que o Rio Grande do Sul nos deixou, de acordo com a deputada, é a de que é preciso prevenir.

Luciene Cavalcante lembra que a intensificação das mudanças climáticas aumentou de forma significativa os desastres ambientais e climáticos em todo o mundo. No Brasil, além da catástrofe no Rio Grande do Sul, tivemos também as secas na região Norte. E estudos mostram que o problema se agrava a cada ano. De 1991 a 2023, o Brasil acumula um prejuízo de quase R$ 800 bilhões decorrentes de desastres ambientais.

Apresentação - Mauro Ceccherini

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