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IBGE: Escolaridade aumenta,analfabetismo cai, mas o Brasil está longe do ideal - ( 02' 29" )

17/03/2005 - 00h00

  • IBGE: Escolaridade aumenta,analfabetismo cai, mas o Brasil está longe do ideal - ( 02' 29" )

Apesar da tendência de incremento nos anos de estudo da população brasileira, um terço dos adultos do país tinha menos de quatro anos de escolaridade completos em 2003, segundo dados do Anuário Estatístico divulgada pelo IBGE, em fevereiro passado. Segundo o Instituto, a média de anos de estudo vem apresentando uma , ainda lenta, tendência de crescimento nos últimos anos. Em média, os brasileiros estão passando 1 ano e meio a mais na escola. Em 1993, data da primeira pesquisa, a média nacional era de 5 anos estudados. Em 2003, dez anos depois, havia saltado para 6,4 anos. Números que, para o deputado Carlos Abicalil, do PT do Mato Grosso, membro da Comissão de Educação e Cultura, refletem a qualidade do material humano brasileiro.

"Não existe cultura ou educação em política pública que não tenha como referência principal o parâmetro humano. Para, além dos parâmetros estatísticos, que são ótimos indicadores do gerenciamento, a experiência humana em educação e cultura são primordiais para nossa dimensão de existência."

Apesar da melhoria nos números gerais, ainda chama a atenção de especialistas o fato de que os brasileiros que tem idade entre 25 e 35 anos, não possuem escolaridade suficiente sequer para a conclusão do ensino fundamental. Pelo sistema educacional do Brasil, o tempo médio para conclusão do ensino fundamental é de 8 anos. Os piores registros estão na Região Nordeste, onde cerca de 30% da população com mais de 25 anos não possui o ensino fundamental completo.

Em contrapartida a frequência escolar aumentou entre os jovens com idades entre 18 a 24 anos. Quase 47 por cento de 1993 a 2003. Segundo o IBGE, isso pode ser explicado pela crescente exigência no mercado do trabalho em termos de qualificação de mão-de-obra, o que tem contribuído para o aumento na procura pelo diploma de ensino médio. Um outro dado positivo foi a confirmação da queda na taxa de analfabetismo em todo o país -- declinou quase 30 por cento entre 1993 e 2003 -- e quase a totalidade (97,2 por cento) das crianças em idade escolar obrigatória (7 a 14 anos) estavam na escola em 2003.

De Brasília, Giulianno Cartaxo

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