Eleições 2006

STF mantém proibição de candidatos de inaugurar obras na vespera das eleições - ( 02' 01" )

14/09/2006 - 19h10

A oposição aplaudiu a decisão do Supremo, que manteve a proibição de candidatos ao Executivo de inaugurar obras públicas na véspera da eleição.
O STF não acatou uma ação direta de inconstitucionalidade do PL, que queria derrubar um artigo do código eleitoral.
Com a proibição mantida, o presidente, governador ou prefeito que participar de inaugurações nos 3 meses antes do pleito poderá ter a candidatura cassada.
O deputado Pauderney Avelino, do PFL do Amazonas, elogiou a decisão do Supremo e criticou a reeleição.

"O que nós percebemos é que nas duas eleições que aconteceram, houve a utilização da máquina. Isso significa que não deu certo a reeleição no Brasil. Porque a cultura do político brasileiro é a cultura do uso da máquina pública, uso dos recursos públicos para fazer eleições. Isso é lamentável. Por isso acho que o Supremo agiu corretamente."

Já o líder do PL, Luciano Castro, partido que moveu a ação, acha que existe uma confusão entre o papel do administrador com o do candidato. Luciano Castro rechaça as críticas sobre o uso da máquina na campanha eleitoral.

"O administrador não deixa de ser administrador público porque ele é candidato. Ele não perde a essência da administração, do trabalho dele. Então, o fato de ter uma inauguração, de ele participar do evento, isso não significa que ele esteja usando a máquina pública a seu favor. Até porque uma inauguração não se faz do dia para a noite. Ela se contrói com o decorrer do tempo. É uma obra que se conclui, é uma ação que se faz, que é construída ao longo do tempo."

O deputado Luciano Castro falou, no entanto, que o Partido Liberal não vai mais insistir no tema porque não cabe recurso à decisão do STF.
Segundo o líder, o PL defende que os candidatos ao Executivo se afastem do posto para disputar a reeleição.

De Brasília, Mauro Ceccherini.

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