Economia Direta
Aumento na taxa de juros pelo Copom tem influência relativa sobre “inflação importada”
01/06/2022 -
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Economia Direta (01/06/2022):
Na próxima reunião do Comitê de Política Monetária, prevista para os dias 14 e 15 deste mês, o mercado espera um crescimento de meio ponto percentual na Selic, a taxa básica de juros, atualmente em 12,75% ao ano. O economista Fernando Gomes ressalta que a taxa de juros é um dos instrumentos utilizados pelo Banco Central para tentar combater a inflação, que no acumulado dos últimos 12 meses já ultrapassou os 12%.
Ele complementa que juros altos tendem a desacelerar o consumo. De um lado, podem provocar uma queda nos preços dos bens e serviços, a partir do estímulo a aplicações no mercado financeiro dos recursos que deixam de ser usados no consumo pelas famílias e, de outro, também encarecem o financiamento para as empresas produzirem e para as famílias consumirem.
Mas, na visão do especialista, como parte da inflação se deve a fatores externos, causados pela pandemia do coronavírus e pela guerra entre Rússia e Ucrânia, não há consenso sobre e eficácia do aumento da taxa de juros no controle dessa inflação importada, gerada por aumentos nos preços do petróleo e de alimentos e de outras commodities no mercado externo. Fernando Gomes lembra ainda que juros altos inibem a atividade econômica e geração de empregos.
Apresentação - Marcio Achilles Sardi