Economia Direta
Crescimento da inflação afeta consumo de alimentos e transporte das famílias de baixa renda
17/08/2021 -
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Entrevista - Maria Andreia Lameiras
Acumulando perto de 9% de crescimento nos últimos 12 meses, a inflação afeta principalmente as pessoas de baixa renda, por se concentrar no preço dos alimentos, energia elétrica e transporte. A pesquisadora Maria Andreia Lameiras, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), explica que as famílias que ganham menos tendem a gastar em torno de 25% de seus rendimentos apenas com alimentação, contra 10% dos estratos econômicos mais altos.
Segundo a especialista, a pressão inflacionária se dá por uma oferta menor de alimentos do que a demanda provocada pela pandemia, que não deve ser recompostas pela colheita deste ano devido aos problemas adicionais causados pela seca. A crise hídrica trouxe junto o reajuste nos preços da energia elétrica. E, somado a esses dois fatores, a retomada do crescimento econômico em outros países força um aumento no preço das commodities, como o petróleo.
Neste cenário, Andreia Lameiras aponta que o aumento do desemprego aumenta a pressão sobre as famílias de baixa renda, que têm mais dificuldade de inserção no mercado de trabalho.
Apresentação – Marcio Achilles Sardi