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Comerciante nega conhecer Carlinhos Cachoeira

15/08/2012 - 14h58

  • Comerciante nega conhecer Carlinhos Cachoeira

Uma das suspeitas de ser integrante do esquema de Carlinhos Cachoeira mostrou, nesta quarta-feira, à CPI que investiga as relações do contraventor, ser vítima da organização criminosa. Roseli Pantoja era apontada como sócia da Alberto & Pantoja, e outras cinco empresas de fachada do esquema ilegal. Ela também teria sacado mais de cinco milhões de reais só de uma conta dessas empresas. Mas Roseli negou todas as acusações.

Disse não ter tido acesso a todo esse dinheiro, e uma prova clara disso seria o fato de não ter casa própria, nem carro e estar com o nome negativo na praça. (sonora)

Mas Roseli indicou um caminho a ser investigado pelos parlamentares: o ex-marido, Gilmar Carvalho Moraes, contador, tinha uma procuração em nome dela para constituir empresas e pode ter usado esse documento para criar as organizações laranjas citadas nas investigações da Polícia Federal como integrantes do esquema de Cachoeira. Já existem requerimentos para que o ex-marido de Roseli preste depoimento à CPI. (sonora)

Para os parlamentares, a depoente teve o nome usado indevidamente. E isso é uma prática comum de bandidos: usar dados de pessoas reais, mudando só uma letra do nome para criar um novo CPF e aí usar a documentação falsa para cometer crimes. Neste caso, a Roseli real é com I no final. Já a que não existe, dona das empresas de fachada, é com Y. Os números de CPFs são diferentes, apesar de terem o mesmo endereço e marido. Roseli seria então, uma vítima. É o que resume o senador Randolfe Rodrigues, do PSol do Amapá. (sonora)

O relator da CPI, deputado Odair Cunha, do PT mineiro, concorda. (sonora)

Outras duas pessoas compareceram à CPI Mista do Cachoeira nesta quarta-feira. Mas ao contrário de Roseli, elas não falaram. Tanto Hillner Ananias, ex-segurança do ex-senador Demóstenes Torres, cassado em julho por envolvimento com Carlinhos Cachoeira, quanto o ex-presidente do Detran de Goiás, Edivaldo Cardoso de Paula, flagrado em mais de 500 telefonemas com o contraventor, foram dispensados depois de alegarem que usariam o direito de ficar em silêncio para não se autoincriminar.

De Brasília, Ginny Morais

Jornal produzido em parceria com a TV Câmara com informações sobre os principais fatos do dia na Câmara dos Deputados