Aplauso
O negro samba lírico de Elton Medeiros dá régua e compasso a álbum de Vidal Assis
21/02/2026 - 11h00
Elton Medeiros (22 de julho de 1930 – 3 de setembro de 2019) é daquele tipo de compositor respeitadíssimo por seus pares, mas que carece de reconhecimento do grande público. Da linhagem lírica de Cartola, Elton Medeiros construiu melodias que muitos cantarolam, mas que nem sempre são associadas a ele. O cantor Vidal Assis, parceiro de Medeiros em vários sambas, colaborou para acabar com essa injustiça, ao lançar o álbum Negro Samba Lírico que explicita a genialidade de melodias de clássicos do repertório eltoniano, como Mascarada (Zé Keti/Elton Medeiros), Onde a Dor Não Tem Razão (Paulinho da Viola/ Elton Medeiros) e O Sol Nascerá (Cartola/Elton Medeiros). Espaço no repertório também para músicas inéditas deixadas por Elton Medeiros em parcerias com Ronaldo Bastos, Nei Lopes, Cristóvão Bastos e com o próprio Vidal Assis. Nesta semana, a jornalista Carmen Delpino apresenta a primeira parte da entrevista com Assis, onde ele revela os bastidores de composições de Elton Medeiros e explicita a linhagem poética do samba lírico que nasceu com Cartola e que seguiu com Elton Medeiros e Hermínio Bello de Carvalho.
Músicas utilizadas
Onde a Dor Não Tem Razão (Elton Medeiros/Paulinho da Viola) – Vidal Assis
Mascarada (Elton Medeiros/Zé Keti) – Vidal Assis e Chico Buarque
Peito Vazio (Elton Medeiros/Cartola) – Vidal Assis
Pressentimento (Elton Medeiros/Hermínio Bello de Carvalho) – Vidal Assis e João Bosco
Folhas no Ar (Elton Medeiros/Hermínio Bello de Carvalho) – Vidal Assis e Paulinho da Viola
Um Amor Singular (Elton Medeiros/Vidal Assis/Ronaldo Bastos)- Vidal Assis
Moemá Morenou (Elton Medeiros/Paulinho da Viola) – Vidal Assis
Apresentação: Carmen Delpino
Trabalhos técnicos: Alan de Souza
Foto de Léo Martins (divulgação)