Rádio Câmara

Reportagem Especial

Interligação de rodovias no Norte do País - Comitiva percorre 900 km em Roraima, Pará e Amapá

Estreia: 13/11/2017 -

  • Interligação de rodovias no Norte do País - Comitiva percorre 900 km em Roraima, Pará e Amapá (bloco 1)

  • Interligação de rodovias no Norte do País – Projeto interliga 4 rodovias da região (bloco 2)

Santarém, no Pará, foi o ponto de partida. A comitiva da Câmara dos Deputados foi buscar informações para a discussão da proposta de integrar o extremo Norte do Brasil por meio da interligação de quatro rodovias. Após quase cinco horas de viagem e barco chegamos em Oriximiná, onde começa nosso percurso por via terrestre.

Oriximiná seria o entroncamento a partir de onde a BR 163, que liga Santarém ao Centro do país, prosseguiria até Roraima, de um lado, e para o Amapá, de outro. Mas, com explica Igor Almeida Netto, do DNIT, Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes, boa parte da rodovia ficou só no papel.

Igor Almeida Netto: “A BR 163 é planejada até a fronteira do Suriname. Então, se você pegar o mapa lá, você vai ver que a rodovia tá planejada lá. Só que não tá executada. Não tem nenhum caminho aberto.”

O deputado Remídio Monai, do PR de Roraima, foi o relator de um trabalho do Centro de Estudos e Debates Estratégicos da Câmara que recomenda a conclusão da rodovia.

Remídio Monai: “Uma carreta hoje que faz uma viagem por mês de São Paulo pra Boa Vista, Roraima, ela poderá fazer três viagens se a gente concluir essa estrada aqui de São Paulo pra Boa Vista, então, barateando o frete.”

Mas antes da conclusão da BR 163, um projeto de autoria do deputado prevê a ligação de Oriximirá, ao Amapá, passando por Óbidos, Alenquer, Monte Alegre, Prainha, Almerim, no Oeste do Pará, até Laranjal do Jari e Macapá, no Amapá.

Nossa reportagem fez esse trajeto de carro e de barco. Em cada parada, reuniões com comunidades, vereadores, prefeitos. O secretário de desenvolvimento Urbano de Oriximiná, Ubirajara Tavares, acredita que a interligação vai ajudar o desenvolvimento da região.

Ubirajara Tavares: “Nossa vocação é agrícola, nossa vocação é também pecuária. E nós precisamos dessa malha viária para escoar nossa produção, para que a gente possa chegar em outras fronteiras além do nosso, porque só aqui dentro do estado fica muito reduzido.”

A prefeita de Almerim, Adriane Bentes, concorda. Lá, tudo sai mais caro por causa da falta da rodovia.

Adriane Bentes: “Aqui em Almerim a gente faz às vezes uma comparação com outros municípios do interior de outros estados, onde tem as vias de acesso muito mais rápidas, nossa merenda ela sai muito mais caro, nossos remédios, medicamentos, eles saem muito mais caros [...] Poder comprar mais barato e poder vender mais fácil, isso com certeza vai melhorar pra gente aqui.”

A ideia é federalizar os trechos estaduais e municipais, para viabilizar a conclusão e a manutenção da ligação rodoviária. Isso ajudaria na manutenção das rodovias, como acredita o prefeito de Óbidos, Chico Alfaia.

Chico Alfaia: “As estradas não têm pavimentação asfáltica, e normalmente no período do inverno amazônico, que é quase sempre muito rigoroso, as estradas ficam intrafegáveis.”

O projeto de lei do deputado Remídio Monai prolonga o traçado da rodovia BR-156, que atualmente corta apenas o Estado do Amapá, desde o município de Laranjal do Jari até a fronteira com a Guiana Francesa.

Com a mudança, a BR-156 será estendida desde Laranjal do Jari até o município de Alenquer, no estado do Pará, com grande parte do traçado coincidente com o da rodovia estadual PA-254, numa extensão de 380 quilômetros.

Desta forma, a BR-156 passaria a ter um total de 1.300 quilômetros, com o trajeto previsto desde Alenquer até a fronteira com a Guiana Francesa.

Saiba, no próximo capítulo: como a falta de estradas prejudica a economia da região Norte do país.

Reportagem - Verônica Honório Edição - Cláudia Lemos e Mauro Ceccherini Trabalhos Técnicos - João Vicente

A abordagem em profundidade de temas relacionados ao dia a dia da sociedade e do Congresso Nacional.

De segunda a sexta, às 3h, 7h40 - dentro do programa Painel Eletrônico - e 23h

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