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Reportagem Especial

Especial Desarmamento - A História das Armas de Fogo - ( 03' 22" )

  • Especial Desarmamento - A História das Armas de Fogo - ( 03' 22" )

As armas estão presentes na vida do homem desde os primeiros momentos da nossa história. Os homens das cavernas já utilizavam pedras amoladas e amarradas a galhos de arvores, para perfurar a pele dos animais durante as caçadas. Com o passar do tempo e a descoberta do metal, as pedras e a madeira deram lugar as armas feitas em aço, como espadas, lanças e machados chegava a era das chamadas armas básicas, ou armas brancas. Mas nenhuma outra invenção, antes das bombas de átomos e neutrons, foi tão importante para o desenvolvimento bélico quanto a descoberta da pólvora, pelos chineses, entre os séculos XV e XVI depois de Cristo. A partir daí, a arte da guerra passou por rápidas evoluções. Três séculos depois surgiram as primeiras artilharias de canhões e os primeiros mosquetes. Mas a evolução das armas de fogo não parou por ai. Em 1884, surgiu nos Estados Unidos da América a primeira arma automática do mundo, gerando um grande interesse nos círculos militares, pois era capaz de disparar centenas de tiros por minuto. Nascia a primeira metralhadora. As armas ganharam tamanhos, modelos e especificações variadas.

Além da utilização militar, elas ganharam fins esportivos, chegando às olimpíadas, e no dia-a-dia de milhões de pessoas, seja para a caça, seja para a defesa pessoal. Mas tal proximidade levantou questões polêmicas, como, por exemplo, se elas trazem, ou não, segurança para quem as possui. Para o diretor do programa de controle de armas da organização não governamental Viva Rio, o antropólogo Antônio Rangel Bandeira, que coordena campanhas a favor do desarmamento, o comércio legal é um dos principais abastecedores do ilegal. Provando que o cidadão comum não está preparado para portar armas de fogo.

"Quando o assaltante vai, assalta sua casa, assalta seu carro, e encontra sua arma, ele vai levar sua arma. Você estará, involuntariamente, abastecendo o bandido. De cada 33 armas compradas legalmente, pelo menos uma vai parar nas mãos do bandido."

Já empresário Márcio Garretoni, campeão brasileiro de tiro esportivo e proprietário de uma das maiores lojas do gênero em Brasília, defende o direito ao porte de armas e à legitima defesa.

"Se você proibir estará negando o meu direito. Quer dizer: eu, que quero ter uma arma, posso ou não tê-la. Agora, uma pessoa que não quer que eu tenha, estará invadindo o meu direito. Ter, ou não, armas de fogo é um direito individual. O cidadão tem que ter o direito de opção."

As discussões chegaram ao Congresso Nacional em julho de 2003, com a tramitação do projeto de lei 1555, de autoria do Senado Federal, que propunha a criação do Estatuto do Desarmamento, sancionado pelo presidente da República em dezembro do mesmo ano. A nova lei prevê, entre outros pontos, regras mais rígidas para o porte e a venda de armas em todo país. E o Estatuto do desarmamento será o tema da reportagem especial de amanhã.

De Brasília, Giulianno Cartaxo.

A abordagem em profundidade de temas relacionados ao dia a dia da sociedade e do Congresso Nacional.

De segunda a sexta, às 3h, 7h40 - dentro do programa Painel Eletrônico - e 23h

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