Relator aponta contradições entre PF e Aeronáutica
17/05/2007 - 13:10
O relator da CPI da Crise Aérea, deputado Marco Maia (PT-RS), disse há pouco que, até agora, o principal questionamento da comissão é: por que ainda não foi aberto inquérito policial militar (IPM) para investigar o acidente com o avião da Gol? Marco Maia apontou contradições nos depoimentos do delegado da Polícia Federal Renato Sayão, que conduz o caso, e do presidente da comissão da Aeronáutica que investiga o acidente com o avião da Gol, coronel Rufino Ferreira.
Na terça-feira passada, Sayão disse à CPI que não pode investigar os controladores de vôo porque eles estão sob competência da Justiça Militar. Hoje, no entanto, o coronel disse que o IPM seria aberto se fosse solicitado pela Polícia Federal.
Rufino Ferreira disse também que, ao longo de seu trabalho na comissão que investiga o caso, ainda não conseguiu ouvir os controladores de vôo do Cindacta de Brasília nem as empresas responsáveis pelo treinamento dos pilotos americanos.
Ele também afirmou que não há "ponto cego" no trajeto entre São José dos Campos (de onde partiu o Legacy) até o local do acidente, descartando, portanto, falha na cobertura dos radares.
A reunião da CPI foi suspensa por 30 minutos e será retomada com o depoimento do chefe do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), brigadeiro Jorge Kersul Filho. A audiência ocorrerá no plenário 7. Reportagem - Rodrigo Bittar
Edição - Natalia Doederlein
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