Cientista política diz que lista aberta prejudica mulheres
A professora de Ciência Política da Universidade de Brasília (UnB) Lúcia Avelar considera que o sistema de representação de lista aberta, adotado pelo Brasil nas eleições proporcionais, não ajuda as mulheres e nenhum tipo de minoria. Ela observou há pouco, no seminário sobre reforma política e a participação feminina, que esse sistema leva à competição entre candidatos do mesmo partido. "Sempre vence a competição aquele que tem melhores condições [financeiras, de exposição na mídia]. Este não é o caso das mulheres", lamentou.
A experiência de outros países da América Latina, segundo Lucia Avelar, aponta como melhor modelo a combinação de representação de votação proporcional com listas preordenadas, associada com a obrigatoriedade de colocar as mulheres nos primeiros lugares da lista.
O seminário, promovido pela bancada feminina e pelas comissões de Legislação Participativa; de Direitos Humanos, de Constituição, Justiça e de Cidadania; e de Seguridade Social e Família, ocorre no plenário 3. Reportagem - Maria Neves
Edição - Francisco Brandão
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