Professora aponta descompasso na participação feminina

15/05/2007 - 16:19  

A professora do Departamento de Ciências Sociais da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Brasília Carlos Ferreira, afirmou há pouco, no seminário sobre reforma política, que a participação feminina enfrenta hoje um paradoxo. "Enquanto nos movimentos sociais e associações de bairro há sempre uma participação grande das mulheres, nas instâncias institucionalizadas, a participação diminui gradativamente", comparou.

Brasília citou pesquisa na qual 84% dos entrevistados consideram as mulheres mais honestas e competentes na política. "Diante disso, o mais importante é descobrir quais os problemas que devem ser ultrapassados para permitir a participação das mulheres na esfera pública", apontou.

Sistemas eleitorais
Segundo a professora, o sistema proporcional e o voto distrital trazem vantagens e desvantagens para a participação feminina. Ela observou que o sistema proporcional permite uma representatividade mais democrática, principalmente, das minorias. Já o voto distrital poderia levar à redução do número de partidos, prestação de contas mais transparentes por parte dos eleitos e diminuição dos gastos de campanha.

Por outro lado, o sistema distrital, segundo ela, tem uma série de problemas, como a tendência à bipartidarização e o fortalecimento das burocracias partidárias, podendo provocar a super-representação de partidos.

O seminário, promovido pela bancada feminina e pelas comissões de Legislação Participativa; de Direitos Humanos, de Constituição, Justiça e de Cidadania; e de Seguridade Social e Família, ocorre no plenário 3.

Reportagem - Maria Neves
Edição - Francisco Brandão

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