CPI vai apurar se é preciso investir mais no Cindacta

14/05/2007 - 19:00  

O relator da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Crise Aérea, deputado Marco Maia (PT-RS), disse que a visita de integrantes da comissão ao Cindacta 1, encerrada há pouco, foi uma aula sobre o funcionamento do controle do tráfego aéreo e suas interfaces. De acordo com ele, as investigações futuras irão apontar se há ou não necessidade de mais investimentos na área.

Os deputados estiveram nesta tarde na sede do Cindacta 1, em Brasília, para conhecer os diversos setores responsáveis pelo controle do tráfego aéreo nas regiões Sudeste e Centro-Oeste.

A deputada Luciana Genro (Psol-RS) reclamou da falta de acesso aos controladores de vôo, o que segundo ela impediu os deputados de obterem mais informações sobre o suposto motim da categoria, no dia 30 de março.

Contingenciamento
O comandante do Cindacta 1, coronel Eduardo Raulino, esteve com os parlamentares durante a visita e disse que o tráfego aéreo no Brasil é "seguro e eficiente". A declaração foi dada em resposta a críticas feitas por integrantes da CPI a respeito do contingenciamento de recursos destinados ao controle do tráfego aéreo.

O deputado Vic Pires Franco (DEM-PA) chegou a afirmar que se houvesse maior número de radares primários no Cindacta 4 - que se responsabiliza pela área da Amazônia -, "possivelmente o acidente com o vôo 1907 da Gol [em setembro de 2006] não teria acontecido". Raulino rebateu, afirmando que o controle do tráfego aéreo não depende do radar, que apenas oferece uma visualização para otimizar a utilização do espaço aéreo. O acidente, segundo ele, tem vários fatores que estão sendo investigados pela comissão de investigação e prevenção de acidentes da Aeronáutica.

Reportagem - José Carlos Oliveira/Rádio Câmara
Edição - Sandra Crespo

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