Dilma defende estratégia de investimento regional do PAC
13/02/2007 - 17:38
Durante a comissão geral para debater o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, afirmou que o programa tem um eixo estratégico no investimento regional. Segundo ela, 40% dos investimentos em infra-estrutura serão aplicados nas regiões Norte e Nordeste. Outros 40% ficarão no Sudeste, por conta das grandes aglomerações urbanas e densidade populacional.
A ministra informou que os demais estados receberão recursos proporcionais a sua participação no PIB brasileiro. Algumas obras, entretanto, como a recuperação de rodovias e a dragagem de portos, serão realizadas nacionalmente. Dilma Rousseff ressaltou que o governo está revendo os cálculos de sete trechos de rodovias em concessão por conta das alterações no Risco-Brasil e na economia do País.
Interligações
Segundo a ministra, serão privilegiadas as obras que representam "interligações modais", isto é, interligações entre as diferentes estruturas de transporte, como, por exemplo, a integração da Ferrovia Norte-Sul com a Estrada de Ferro de Carajás e a ligação do arco rodoviário do Rio de Janeiro com o porto de Itaguaí.
A meta nos investimentos em infra-estrutura é contemplar a recuperação, duplicação ou construção de 45 mil quilômetros de rodovias; 2,5 mil quilômetros de ferrovias; 12 portos; 67 terminais pluviais em hidrovias; uma eclusa; e 20 aeroportos. No total, serão investidos R$ 58,3 bilhões. A região Norte ficará com R$ 6,2 bilhões; o Nordeste com R$ 7,3 bilhões; o Sudeste com R$ 6,1 bilhões; o Sul com R$ 3,9 bilhões; e o Centro-Oeste com R$ 3,5 bilhões. Reportagem - Cristiane Bernardes
Edição - Francisco Brandão
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