Aldo diz que não guarda mágoas pela derrota

01/02/2007 - 22:26  

O deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP) não quis comentar se forças políticas atuaram no resultado da eleição para a Presidência da Casa, mas disse que, neste momento, só cabe respeitar a decisão tomada livremente pelos parlamentares. Ele declarou há pouco, no salão Verde, que "não teve nem pediu apoio do governo", mas comemorou o "grande apoio" que teve de outros deputados que compartilham suas idéias sobre o País e sobre o destino da Câmara.

Perguntado se estava magoado com a suposta omissão do governo e pelas condições da derrota, Aldo Rebelo disse que "quem guarda mágoa não é feliz e vive pouco". "Eu me realizo com os amigos e objetivos que tenho alcançado. Não guardo mágoa, mas permaneço defendendo as idéias que considero justas para o País."

Concentração de poder
Aldo Rebelo também reiterou sua opinião manifestada antes de que houve uma concentração de poder nas mãos do PT e evitou comentar a possibilidade de assumir um cargo em um ministério ou a liderança do governo na Câmara. "Não creio que o presidente Lula tenha necessidade do meu nome. Não posso cogitar algo que não é real", encerrou Aldo. Ele admitiu, no entanto, que recebeu um telefonema de Lula hoje, mas não quis revelar o teor da conversa por ter sido, segundo ele, um telefonema de caráter pessoal.

Indagado se haverá dificuldades para o governo aprovar projetos importantes com o suposto racha da base governista, uma vez que a eleição de Arlindo Chinaglia (PT-SP) foi definida por uma pequena diferença de votos, Aldo, que já foi líder do governo na Câmara, disse que não cabe a ele "discutir as condições da base do governo".

Reportagem – Rodrigo Bittar
Edição – Natalia Doederlein

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