Empresas de telecomunicação não querem concorrer com TV

20/11/2006 - 13:08  

Durante audiência pública sobre o marco regulatório em telecomunicação, realizada pelo Conselho de Comunicação Social, o superintendente-executivo da Associação Brasileira de Telecomunicações (Telebrasil), César Rômulo Silveira Neto, descartou o interesse das empresas de telecomunicação de concorrer com as empresas de radiodifusão na produção de conteúdo. "O interesse das empresas é apenas aumentar seu tráfego", afirmou, em resposta ao conselheiro Gilberto Carlos Leifert, que indagou a Silveira Neto se as empresas de telecomunicação garantiriam a gratuidade de conteúdo por elas produzidos ou transmitidos por suas redes.
O conselheiro, que representa as emissoras de televisão, ressaltou que os programas de rádio e TV chegam ao público gratuitamente, afirmação que foi contestada por Silveira Neto. "Não tem almoço grátis", disse o superintendente da Telebrasil. Ele afirmou que o consumidor acaba pagando pelo custo do programa indiretamente por meio dos anúncios.
O debate foi encerrado sem a participação do diretor-executivo da Associação Brasileira de TV por Assinatura (ABTA), Alexandre Annenberg, que chegou atrasado. Segundo o presidente do conselho, Arnaldo Niskier, Annenberg deverá falar apenas no período da tarde.
Em relação ao debate das 15h30 sobre "Como utilizar o canal de educação da TV Digital", o secretário de Educação à Distância do Ministério da Educação, Ronaldo Motta, que não poderá comparecer, deverá ser substituído. O nome do novo palestrante, porém, ainda não foi divulgado.

Os trabalhos do conselho serão retomados às 14h30, na sala 6 da ala Nilo Coelho, no Senado.

Reportagem - Edvaldo Fernandes
Edição - Marcos Rossi

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