Conduta do governo definirá base aliada, diz líder do Psol
29/10/2006 - 22:26
O tom político do governo Lula no próximo mandato determinará a composição da base de apoio no Congresso, segundo o líder do Psol, deputado Chico Alencar (RJ). "Dependerá do governo adotar as propostas do primeiro ou do segundo turno: um governo mais ousado, que avance na distribuição de renda e não renove a desvinculação de receitas, ou um governo que somente mantenha a política assistencialista com o Bolsa Família", avaliou. Reportagem - Cristiane Bernardes
Para Alencar, há dois tipos de oposição ao atual governo: uma oposição conservadora, que só se preocupa com a ética; e uma oposição progressista, da qual fazem parte o Psol e até mesmo setores do PT, que cobra um governo transparente, democrático e ético. "Será intolerável qualquer tipo de barganha ou negociação para compra de deputados, isso já se esgotou no Brasil. Temos um cenário nebuloso ainda", afirmou.
Sobre a eleição de Sérgio Cabral (PMDB) para o governo do Rio de Janeiro, Chico Alencar ressaltou que estará inteiramente integrado em qualquer iniciativa que o governador articule para enfrentar o problema mais grave do estado: a segurança pública. "Se eu fosse o governador, chamaria os 46 deputados federais eleitos no estado para uma conversa franca já em novembro. Faria o que nenhum governador fez até hoje, mas que é necessário para recuperar um estado em decomposição", sugeriu.
Na opinião do deputado, o governador eleito não terá nenhuma dificuldade em dialogar com o presidente Lula, uma vez que deu seu apoio a ele no segundo turno. "Não haverá nenhum óbice nessa relação", reiterou.
Edição - Pierre Triboli
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