Veja a acusação contra Almerinda de Carvalho e sua defesa

17/10/2006 - 09:58  

Acusação:
A deputada Almerinda de Carvalho (PMDB-RJ) foi acusada pelo empresário Luiz
Antônio Vedoin de fazer um acerto sobre emenda de sua autoria destinada ao município de São João do Meriti (RJ), cujo prefeito era o marido dela, Antônio de Carvalho. Apontado como líder do esquema de compra superfaturada de ambulâncias, Vedoin disse na Justiça Federal que as suas empresas venderam seis unidades móveis de saúde para aquele município, uma delas paga com recursos oriundos de emenda apresentada por Almerinda.
Também na Justiça Federal, o empresário Ronildo de Medeiros informou que, entre 2002 e 2005, suas empresas venceram diversas licitações de forma irregular para a compra de equipamentos médico-hospitalares. Uma delas, segundo ele, se referia a uma emenda de Almerinda.
Ronildo afirmou ainda que Luiz Antônio e o pai dele, Darci Vedoin, já possuíam um acordo com a parlamentar, por meio do qual pagariam 10% sobre o valor das licitações executadas com recursos de emendas apresentadas por ela.

Defesa:
Almerinda de Carvalho afirma que a CPMI das Sanguessugas se baseou em declarações "genéricas, confusas e inconsistentes" dos depoentes. A deputada ressalta que não existe nenhuma prova que a incrimine, como depósitos bancários suspeitos ou gravações telefônicas comprometedoras. Segundo a parlamentar, o próprio Vedoin admitiu que a liberação dos recursos para São João do Meriti ocorreu por intermédio de terceiros, sem a participação dela.
Na defesa apresentada ao Conselho de Ética, Almerinda esclarece que a emenda citada por Vedoin não se refere à aquisição de veículos ou de equipamentos hospitalares, mas à solicitação de recursos extra-orçamentários para o Ministério da Saúde adquirir esses equipamentos. A deputada afirma que jamais teve contato com Vedoin, com Ronildo Medeiros ou com outras pessoas que possam ter atuado na liberação de recursos em troca de vantagens ou comissões.
Além disso, ela reivindica a nulidade do processo instaurado no Conselho de Ética, já que a representação contra ela não descreve o suposto ato incompatível com o decoro parlamentar. Almerinda de Carvalho também critica a CPMI por ter ignorado a sua manifestação de defesa. Ela classifica como "equívoco" a menção de seu nome na investigação da "máfia das ambulâncias".

Da Redação/PT

(Reprodução autorizada desde que contenha a assinatura `Agência Câmara`)

Agência Câmara
Tel. (61) 3216.1851/3216.1852
Fax. (61) 3216.1856
E-mail:agencia@camara.gov.br

A reprodução das notícias é autorizada desde que contenha a assinatura 'Agência Câmara Notícias'.