Partidos cobram recursos para infra-estrutura e biodiesel
13/09/2006 - 18:28
A necessidade de investimentos em infra-estrutura e a importância do biodiesel no desenvolvimento sustentável do País foram os pontos centrais do debate entre os representantes dos partidos políticos com candidatos à Presidência da República presentes na edição de terça-feira do programa Expressão Nacional - Eleições 2006, transmitido pela TV Câmara e pela Rádio Câmara.
A questão energética abriu a discussão sobre as privatizações dos serviços públicos no Brasil e o papel das agências reguladoras. O PDT e o Psol enfatizaram a importância de o Estado ter um papel mais ativo no controle da produção e do preço da energia. De acordo com Hélvio Rech, representante do Psol, a energia é decisiva para o futuro do País e deveria receber 1% do PIB a mais a cada ano em investimentos.
Rech afirmou que o governo atual repete erros do passado ao deixar as decisões nas mãos dos agentes de mercado, que "especulam e não consideram o bem social" - ponto central, segundo ele, do programa do seu partido.
Custo social
João Nildo Vianna, do PDT, concordou que a lógica do mercado não pode nortear a produção de energia. Ele afirmou que a determinação do preço do kilowatt deve levar em conta os custos sociais e ambientais da produção.
De acordo com a representante do PSDB, Iêda de Oliveira, é preciso haver criatividade para aumentar de imediato a produção de energia, porque ela se encontra praticamente no mesmo nível do crescimento do PIB - o que poderá representar uma estagnação no crescimento do País ou a falta de recursos energéticos, caso o Brasil cresça.
O programa do PDT, explicou Nildo Vianna, prevê a redução de perdas para aumentar de imediato a energia disponível. Isso seria obtido por meio da revitalização de máquinas e reservatórios e de outros meios que aumentem a eficiência do sistema já instalado. Além disso, ele propôs o investimento no biodiesel.
O representante do PT, Edson Dias Gonçalves, destacou o empenho do atual governo no programa do biodiesel. Ele informou que, na agricultura familiar, o programa cria três empregos diretos e seis indiretos por hectare, o que incrementa a atividade no campo e evita o fluxo de população para as cidades.
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Reportagem - Vania Alves
Edição - Maria Clarice Dias
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