Começa audiência com advogada suspeita de ligação com PCC

11/07/2006 - 15:20  

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Tráfico de Armas abriu há pouco a audiência pública com a advogada Adriana Telini Pedro, suspeita de ligação com a organização criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). Ela foi flagrada em escutas telefônicas, gravadas no ano passado, orientando um detento da unidade prisional de Valparaíso (SP) a roubar seus próprios clientes que haviam acabado de receber grandes quantias de dinheiro. Conhecido como Perna, o detento é acusado de ser um dos líderes do PCC.
Adriana esclareceu que não trabalha na área criminalista. A advogada explicou que estava orientando clientes sobre a partilha de bens. Ela admitiu que chegou a comentar por telefone que haveria uma reunião com eles. No entanto, argumentou, o assalto não ocorreu.
A advogada também negou ter dado esconderijo a um fugitivo do presídio de Franca (SP). Segundo Adriana, o detento lhe telefonou da rua, dizendo que queria entregar-se à polícia. A advogada teria deixado o preso em seu escritório enquanto se preparava para ir à delegacia. Ela insistiu que, quando a polícia foi a sua casa, informou prontamente onde o fugitivo estava.

Suspensão
No mês passado, a seccional de Ribeirão Preto da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) suspendeu preventivamente a advogada por 90 dias. Ela também responde a dois processos e foi indiciada por associação ao tráfico.
Na abertura da reunião, o presidente da CPI, deputado Moroni Torgan (PFL-CE), justificou a investigação da organização criminosa pela participação do PCC no tráfico de armas no País.

Neste instante, o 2º vice-presidente da CPI, deputado Neucimar Fraga (PL-ES), faz perguntas à advogada, no plenário 14.

Reportagem - Vania Alves
Edição - Francisco Brandão

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