Capes: País é carente de pós-graduados em engenharia
20/06/2006 - 16:48
O grande desafio do País hoje é aumentar o número de mestres e doutores em Engenharia e Ciências da Computação, que representa a maior demanda do mercado. O alerta foi feito há pouco pelo presidente da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), Jorge Almeida Guimarães. Ele participa do seminário Expansão do Ensino Superior Público, organizado pela Comissão de Educação e Cultura.
Segundo ele, os pós-graduandos nessa área hoje são suficientes apenas para substituir as aposentadorias. Jorge Guimarães lembrou que o Brasil forma anualmente cerca de 10 mil doutores. Desses, apenas 13% são em Engenharia e Ciências da Computação. Nos países que competem com o Brasil, tais como Coréia do Sul, China e Índia, esse número chega a 70%.
Recursos adicionais
Diante disso, a meta da Capes, informou, é elevar esse índice para 16 mil doutores por ano em 2010. Para alcançar esse objetivo, serão necessários recursos adicionais da ordem de R$ 1,6 bilhão nos próximos quatro anos.
"Mas isso é perfeitamente possível, porque o dinheiro não virá apenas da Capes". De acordo com ele, a Caixa Econômica Federal já anunciou um programa de finnaciamento da pós-graduação. Além disso, os recursos poderão vir de agências de fomento estaduais e da cooperação com instituições privadas e do exterior.
O seminário prossegue no plenário 8. Reportagem – Maria Neves
Edição – Roberto Seabra
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