Relator de CPI constata influência do PCC nos presídios
09/06/2006 - 11:55
O relator da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Tráfico de Armas, deputado Paulo Pimenta (PT-RS), comentou há pouco o depoimento prestado ontem pelo suposto líder da organização criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC), Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola. O deputado disse que, apesar de Marcola não ter admitido ser líder de nenhuma organização, ele deixou claro que existe uma relação de poder dentro dos presídios, em que um grupo tem o controle desses estabelecimentos e dos criminosos que estão fora deles.
Marcola informou, por exemplo, que os líderes proibiram, após conversas por telefone dentro dos presídios, o uso de crack pelos integrantes da organização. Segundo o deputado, também foi constatado que esses presos recebem apoio nas penitenciárias e, em troca, oferecem contribuição financeira regular repassada por seus familiares. Aqueles que saem dos presídios continuariam contribuindo em solidariedade aos que ficaram.
Paulo Pimenta concluiu, após o depoimento, que a onda de violência ocorrida em São Paulo no mês passado foi causada porque o Estado foi abdicando de suas responsabilidades e, quando quis recuperar parte delas, houve uma reação forte dos criminosos.
O relator e outros sete integrantes da CPI ouviram Marcola no presídio Presidente Bernardes, no interior de São Paulo.
Coligações partidárias
Paulo Pimenta afirmou que a decisão do Tribunal de Superior Eleitoral (TSE) de rever a interpretação sobre a verticalização das coligações partidárias foi a mais aceitável. Segundo ele, a decisão permitirá liberdade maior para as lideranças partidárias que desejarem apoiar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas próximas eleições.
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Depoimento de Marcola comprova ação do PCC em presídios
Reportagem - Cristiane Bernardes
Edição - Pierre Triboli
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