Advogada cai em contradição sobre visitas a líder do PCC
23/05/2006 - 20:59
Ao responder a perguntas do deputado Raul Jungmann (PPS-PE), a advogada Maria Cristina de Souza Rachado afirmou que fez poucas visitas ao líder do Primeiro Comando da Capital (PCC) Marcos Camacho, o Marcola, que é seu cliente. Segundo ela, a última vez que falou com o criminoso foi em março. Jungmann apresentou um documento do sistema penitenciário de São Paulo que mostra que só neste ano ela falou cinco vezes com Marcola, a última em abril.
Apesar de a advogada negar ter advogado para o líder do PCC José Carlos Rabelo, o Pateta, Jungmann observou que ela já esteve com o criminoso durante uma visita a Marcola. Maria Cristina explicou que foi apenas pegar uma procuração para uma advogada amiga, que trabalha para o Pateta. Maria Cristina insistiu que nunca perguntou a Marcola se ele pertence à facção criminosa.
Livro-caixa
Jungmann também mostrou uma cópia de livro-caixa do PCC, que acusa lançamento de R$ 10 mil para visita de advogados. Maria Cristina negou ter recebido a quantia. O deputado destacou uma retirada de R$ 4,5 mil, com referência a "Narigudo", outro apelido de Marcola. A advogada reafirmou que não tem nada a ver com isso.
Jungmann também informou que não existe registro sobre a passagem da advogada no Superior Tribunal de Justiça (STJ) em 10 de maio, conforme ela havia relatado.
O depoimento continua no plenário 14. Reportagem - Vania Alves
Edição - Francisco Brandão
(Reprodução autorizada desde que contenha a assinatura `Agência Câmara`)
Agência Câmara
Tel. (61) 3216.1851/3216.1852
Fax. (61) 3216.1856
E-mail:agencia@camara.gov.br