Desembargador diz que MJ trabalha nos conflitos agrários
17/05/2006 - 16:37
Em reunião da Comissão de Direitos Humanos e Minorias para discutir a indenização das vítimas do massacre de Eldorado do Carajás (PA), o desembargador Gersino José da Silva Filho, que atua na área agrária, lembrou as conseqüências da chacina ocorrida há dez anos.
Ele disse que o Ministério da Justiça vem trabalhando nos conflitos agrários e que a Polícia Federal, inclusive, prendeu neste ano quatro réus que estavam foragidos, acusados de crimes contra trabalhadores rurais.
Mortes e mutilações
O massacre resultou em 62 trabalhadores mutilados, dos quais 3 morreram. Hoje, portanto, 59 pessoas dependem de apoio público.
Vinte pessoas recebem pensão de um salário mínimo do governo do Pará, mas continuam aguardando o pagamento de uma indenização pelo governo estadual, com valores entre R$ 30 mil e R$ 90 mil.
Notas
Antes de iniciar a reunião, o presidente da comissão, deputado Luiz Eduardo Greenhalgh (PT-SP), leu duas notas de repúdio aos atentados criminosos em São Paulo, iniciados na última sexta-feira (12).
A reunião ocorre no plenário 9. Reportagem - Luiz Claudio Pinheiro
Edição - Noéli Nobre
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