Reitor da UnB lamenta falta de vaga e elogia aluno cotista
25/04/2006 - 17:21
Na audiência pública sobre o Projeto de Lei 73/99, que reserva vagas em universidades federais, o reitor da Universidade de Brasília (UnB), Timothy Mulholland, apontou a falta de vagas como o principal problema do ensino superior no Brasil. Para ele, essa deficiência leva à discussão de formas alternativas de ingresso, como as cotas.
Mulholland observou que as previsões contra o sistema de reserva de vagas adotado pela UnB caíram por terra. "Não há dificulades de relacionamentos entre os estudantes e os alunos cotistas são academicamente equivalentes aos demais", atestou.
O reitor da UnB reconheceu que os cidadãos deveriam ter condições iguais de acesso ao ensino superior. No entanto, ele ponderou que a inclusão nas universidades públicas atualmente é pelo topo, com a chamada "cota do cursinho", para quem pode pagar cursos preparatórios do vestibular.
Ensino privado
Mulholland criticou a ampliação das universidades privadas como tentativa de universalizar o ensino superior na década passada. Ele considera um equívoco transferir o custeio do ensino para os jovens e suas famílias.
O reitor comparou a "situação peculiar" do ensino superior brasileiro com a do cubano. Ele destacou que, apesar das grandes dificuldades econômicas da ilha e de ter uma população semelhante à de Pernambuco, o país antilhano mantém a mesma quantidade de alunos em universidades.
Em Cuba, 70% dos jovens entre 18 e 24 anos estão nas universidades. Já no Brasil o índice corresponde a 10%, sendo que 7% freqüentam insituições particulares.
A audiência, promovida pelas comissões de Educação e Cultura; e de Direitos Humanos e Minorias, ocorre no plenário 2. Reportagem - Cristiane Bernardes
Edição - Francisco Brandão
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