Delegado explica apreensão de armas em município paulista

30/03/2006 - 11:32  

O delegado da Polícia Civil de Águas de Santa Bárbara (SP), Marco Antônio de Oliveira, explicou há pouco à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Tráfico de Armas que as investigações que resultaram na prisão de Carlos Rodrigues e Juliana de Camargo - acusados de comércio ilegal de armas - começaram a partir de interceptações telefônicas entre presos das penitenciárias de Itu (SP) e Iaras (SP).
Nas escutas telefônicas, os policiais ouviram que havia uma casa em Águas de Santa Bárbara onde havia "mato verde" guardado, código que a polícia afirma significar "drogas". Ao chegar ao local, a polícia encontrou, além de drogas, armas e munições aos cuidados de Carlos Rodrigues e Juliana de Camargo. Eles foram presos em flagrante e alegaram que a munição era para destruir muros de prisões onde os líderes da quadrilha estavam presos.
Marco Antônio de Oliveira informou aos parlamentares que o inquérito já foi concluído, mas não se sabe a origem das armas nem da pólvora branca encontrada. Esse tipo de explosivo tem alto poder destrutivo.

Ligação com o PCC
O presidente da CPI, deputado Moroni Torgan (PFL-CE), perguntou ao delegado se Carlos Rodrigues e Juliana de Camargo poderiam estar ligados ao Primeiro Comando da Capital (PCC). Oliveira afirmou que é possível que os líderes sejam ligados a essa facção criminosa devido ao tipo de armamento encontrado na casa, entre eles um míssil.
O delegado disse que o Exército foi convocado para verificar se a arma era das Forças Armadas, mas os militares concluíram que o míssil era de fabricação artesanal e, portanto, não pertencia ao Exército.

A CPI está reunida no plenário 13.

Da Redação/ND

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