Mentor nega contrato com empresa de Valério
23/03/2006 - 16:07
Em depoimento há pouco no Conselho de Ética e Decoro Parlamentar, o deputado José Mentor (PT-SP) argumentou que quem contratou seu escritório de advocacia foi o escritório Tolentino, Melo e Associados e não a empresa 2S Participações, pertencente ao empresário Marcos Valério Fernandes de Souza e sua esposa.
O deputado recebeu, por intermédio de seu escritório, a quantia de R$ 120 mil da 2S Participações. O parlamentar alega que o pagamento foi feito pelo Escritório Tolentino, Melo e Associados pela elaboração de pareceres jurídicos por parte da banca de advocacia da qual é sócio.
Correção
Mentor apresentou correspondências trocadas com Tolentino em que pedia dados para emissão de notas fiscais relativas aos serviços prestados e reforçou que as duas notas foram emitidas em nome da Tolentino e Melo Assessoria Empresarial. "Não houve qualquer manifestação, à época, para que houvesse alteração na destinação final do serviço", disse, referindo-se à troca do escritório de Tolentino pela 2S Participações.
Mentor ressaltou que, somente em setembro de 2005, foi feita uma carta de correção, pois os recursos pagos foram contabilizados em nome da empresa de Marcos Valério.
Contatos com Marcos Valério
Mentor voltou a afirmar que os contatos que teve com Marcos Valério foram para tratar da campanha política de 2004, e contestou as anotações de reuniões entre ele o empresário divulgadas pela secretária Karina Somaggio, em depoimento na CPMI dos Correios.
CPMI do Banestado
Em relação à CPMI do Banestado, José Mentor afirmou que o Banco Rural foi tratado como todos os outros bancos em seu relatório. O parlamentar disse que recebeu dirigentes do banco em 30 de setembro de 2003, mas só conheceu Marcos Valério em meados de outubro do mesmo ano.
O advogado de Mentor, Antônio Cláudio Mariz, observou que o depoimento prestado por Tolentino na CPMI dos Correios não passou pelo crivo do contraditório, ou seja, a defesa de Mentor não lhe fez perguntas, assim como também não o fizeram os deputados do Conselho de Ética. "Será que essa prova emprestada vai ter o poder de destruir os fatos provados?", questionou.
Josias Gomes Reportagem - Luciana Mariz
A reunião do conselho foi encerrada, e o presidente, deputado Ricardo Izar (PTB-SP), convocou reunião para a próxima terça-feira (28), às 10h30, para apresentação, discussão e votação do relatório do deputado Mendes Thame (PSDB-SP) no processo movido contra o deputado Josias Gomes (PT-BA).
Às 15 horas do mesmo dia, serão ouvidas testemunhas arroladas no processo contra o deputado José Janene (PP-PR).
Edição - Renata Tôrres
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