Deputados divergem sobre parecer que inocenta Mentor

23/03/2006 - 13:51  

O deputados Chico Alencar (RJ) e Orlando Fantazzini (SP), ambos do Psol, disseram há pouco que, como relator da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Banestado, o deputado José Mentor (PT-SP) deveria ter se afastado do empresário Marcos Valério de Souza, que seria lobista do Banco Rural. Os dois deputados criticaram o relatório do deputado Edmar Moreira (PFL-MG), que pede o arquivamento, pelo Conselho de Ética, do processo contra o deputado Mentor.
Ambos se referiam a ao fato de José Mentor ter recebido, por intermédio de seu escritório de advocacia, a quantia de R$ 120 mil da empresa 2S Participações, pertencente a Marcos Valério e à sua mulher. O parlamentar alega que recebeu o dinheiro como pagamento de pareceres elaborados por sua banca de advocacia para o Escritório Tolentino, Melo e Associados, do qual Valério era sócio.
"Não me convenceram a naturalidade e a isenção da relação entre Mentor e o lobista Marcos Valério, disse Chico Alencar.

Defesa
A deputada Angela Guadagnin (PT-SP) saiu em defesa de José Mentor e declarou seu voto pelo arquivamento do processo, como propõe o relator Edmar Moreira. Mentor, segundo Angela, comportou-se com lisura à frente da relatoria da CPMI do Banestado. Além disso, a deputada acretita ter ficado claro que o dinheiro recebido pelo deputado do PT foi resultante de serviços de advocacia efetivamente prestados, com recolhimento de imposto e entrega de recibo ao cliente na época da contratação.

Reportagem - Luciana Mariz
Edição - Sandra Crespo

(Reprodução autorizada desde que contenha a assinatura `Agência Câmara`)

Agência Câmara
Tel. (61) 3216.1851/3216.1852
Fax. (61) 3216.1856
E-mail:agencia@camara.gov.br

A reprodução das notícias é autorizada desde que contenha a assinatura 'Agência Câmara Notícias'.