Duda permanece calado durante reunião reservada de CPMI

15/03/2006 - 18:20  

O publicitário Duda Mendonça continuou calado durante a reunião reservada da CPMI dos Correios. No encontro, que terminou há pouco, Duda usou a prerrogativa de não responder a perguntas que pudessem incriminá-lo, garantida por habeas corpus preventivo. Ao sair do encontro, Duda disse que é vítima de perseguição política. "Em 11 de agosto, estive na CPMI, abri meu coração e o retorno que tive foi a perseguição relativa ao meu trabalho profissional", queixou-se o publicitário, assinalando que as acusações atingiram também sua família.
O relator da CPMI, deputado Osmar Serraglio (PMDB-PR), disse que o que foi visto hoje se aproxima muito de uma obstrução da Justiça. Serraglio adiantou que vai pedir um estudo à consultoria jurídica da comissão para verificar se o publicitário poderia ser indiciado também por esse crime.

Dusseldorf
Em seu primeiro depoimento, ao qual compareceu espontaneamente em agosto do ano passado, o publicitário confessou ter aberto uma conta no paraíso fiscal das Bahamas, em nome da empresa offshore Dusseldorf, para receber R$ 10,5 milhões do caixa dois do PT. Duda Mendonça foi responsável por campanhas do partido nas eleições de 2002, entre elas a do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Participantes
Participaram da reunião, além de Serraglio, o presidente da CPMI, senador Delcídio Amaral (PT-MS), e os deputados Eduardo Paes (PSDB-RJ) e Maurício Rands (PT-PE), ambos sub-relatores da comissão.

Reportagem - Daniele Lessa/Rádio Câmara
Edição - Francisco Brandão

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