Depoente diz que tem patrimônio compatível com salário
10/03/2006 - 14:11
O ex-presidente do Nucleos (fundo de pensão dos funcionários da Eletronuclear) Paulo Roberto de Almeida Figueiredo contestou as acusações de que teria patrimônio incompatível com sua renda. A dúvida surgiu porque o ex-diretor financeiro do fundo Gildásio Amado Filho afirmou, em seu depoimento à Sub-Relatoria de Fundos de Pensão da CPMI dos Correios, ter ouvido dizer que Figueiredo morava em um apartamento localizado em área nobre de Niterói (RJ), avaliado em R$ 1 milhão.
Figueiredo disse que seu apartamento foi adquirido por R$ 450 mil por meio de financiamento. O depoente alegou que seu primeiro imóvel, um apartamento de dois quartos na praia de Icaraí, também em Niterói, foi trocado por um imóvel maior e que, após outras transações, foi possível comprar o apartamento atual.
Ele afirmou que seu patrimônio, que se constitui basicamente no apartamento, foi formado a partir de seus salários de cerca de R$ 15 mil como diretor e presidente do Nucleos, entre 2000 e 2005, e de seu exercício profissional ao longo de 28 anos.
A acareação entre Figueiredo, Amado Filho e Fabiana Carnaval prossegue na sala 19 da ala Alexandre Costa, no Senado. Reportagem - Edvaldo Fernandes
Edição - Natalia Doederlein
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