Depoimentos comprovam organização do crime, diz Moroni
07/03/2006 - 16:57
Após ouvir os depoimentos de Cláudio Fontes e Nery Homero Rossi - dois acusados de envolvimento com o comércio ilegal de armas no Rio de Janeiro - o presidente da CPI do Tráfico de Armas, deputado Moroni Torgan (PFL-CE), disse que eles demonstraram o alto grau de organização dos criminosos. Segundo Moroni, os intermediadores suprem os bandidos com armas e munições e facilitam a troca de provas criminais.
O parlamentar lembrou que, na loja de armas que Nery Rossi mantinha no Rio, foi encontrada grande quantidade de canos de revólveres. Moroni explicou que os canos são trocados para dificultar a identificação do projetil e, conseqüentemene, da arma que o lançou.
Exército
Moroni Torgan também elogiou a atuação do Exército no Rio para recuperar os dez fuzis e uma pistola roubados, na semana passada, de uma unidade militar na Zona Norte. A operação mobiliza cerca de 1,5 mil militares nas favelas da capital fluminense.
Na opinião do presidente da CPI, a manobra serve de exemplo para que outros países atuem com a mesma severidade e celeridade quando seus armamentos forem roubados. "Não se pode deixar que um bandido se arme mais que um policial", afirmou.
Nova reunião Reportagem - José Carlos Oliveira
A CPI do Tráfico de Armas se reúne novamente amanhã, às 14 horas. Os parlamentares ouvirão Jair de Oliveira, que é apontado como chefe de quadrilhas que atuam no tráfico de armas e drogas e roubo de carga no Rio Grande do Sul.
Edição - Noéli Nobre
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