Depoente nega tráfico de armas e se diz feirante
07/03/2006 - 16:17
Apontado como um dos maiores intermediadores de armas do Rio de Janeiro, Cláudio Fontes, o Coroa, negou há pouco a acusação e disse que sempre trabalhou como feirante e artesão. Coroa, que depõe na CPI do Tráfico de Armas, informou que atualmente está aposentado por invalidez pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
Ele foi preso no ano passado na operação Java, da Polícia Civil do Rio, quando se encontrava em companhia do policial militar José Carlos Rodrigues Barcelos. Coroa estava com uma sacola com 700 munições de calibre 45.
Compra no Paraguai
Segundo o depoente, o material havia sido comprado de um camelô, que o teria trazido do Paraguai. "Eu pedi ao policial para me escoltar e ajudar a levar as munições da praça Saenz Peña até o camelódromo", disse Coroa.
Ele informou ainda que pretendia vender as munições, mas disse não se lembrar quanto havia pago nem quanto iria receber no negócio.
O depoimento prossegue no plenário 7. Antes de Coroa, os parlamentares ouviram Nery Homero Rossi, outro acusado de envolvimento no comércio ilegal de armas no Rio. Reportagem - José Carlos Oliveira/Rádio Câmara
Edição - Noéli Nobre
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