Corretor não explica operações de sócio da Guaranhuns
02/03/2006 - 16:31
O diretor comercial da corretora São Paulo, Jorge Ribeiro dos Santos, não soube responder como José Carlos Batista, sócio da empresa Guaranhuns Empreendimentos, pôde realizar operações de opções de venda de dólar em um montante incompatível com o patrimônio da sua corretora. Reportagem - Cid Queiroz
No período de um ano entre 2002 e 2003, Batista lucrou R$ 7,8 milhões em dez operações realizadas com a São Paulo. Segundo apurou o sub-relator, deputado Antônio Carlos Magalhães Neto (PFL-BA), em 2002 o patrimônio de José Carlos girava em torno de R$ 1,9 milhão e, em 2003, era de aproximadamente R$ 1,4 milhão.
Em inquérito conduzido pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) sobre essas operações, Santos declarou que concedeu crédito porque a situação financeira e patrimonial era compatível com as operações. Confrontado com a diferença entre o lucro apurado e o patrimônio que Batista tinha para garantir o risco, Ribeiro pediu tempo para analisar mais detidamente essas operações a fim de dar uma resposta mais concreta à CPMI.
Edição - Regina Céli Assumpção
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