Corretor não explica operações de sócio da Guaranhuns

02/03/2006 - 13:26  

O diretor da corretora São Paulo, Jorge Ribeiro dos Santos, não soube responder à Sub-Relatoria de Fundos de Pensão da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) dos Correios como José Carlos Batista, sócio da empresa Guaranhuns Empreendimentos, pôde realizar junto à corretora São Paulo operações de opções de venda de dólar em um montante incompatível com seu patrimônio.
No período de um ano entre 2002 e 2003, Batista lucrou R$ 7,8 milhões em dez operações realizadas com a São Paulo.
Segundo apurou o sub-relator, deputado Antônio Carlos Magalhães Neto (PFL-BA), em 2002 o patrimônio de José Carlos girava em torno de R$ 1,9 milhão e, em 2003, era de aproximadamente R$ 1,4 milhão.
Em inquérito conduzido pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) sobre essas operações, Santos declarou que concedeu crédito porque a situação financeira e patrimonial era compatível com as operações. Confrontado com a diferença entre o lucro apurado e o patrimônio que Batista tinha para garantir o risco, Ribeiro pediu para analisar essas operações a fim de dar uma resposta mais concreta à CPMI.

Previ
Neste momento, a reunião da sub-relatoria está suspensa para o almoço. No retorno dos parlamentares serão ouvidos os representantes dos conselhos deliberativo e fiscal do fundo de pensão do Banco do Brasil (Previ), Gilberto Audelino Corrêa e Luiz Carlos Siqueira Aguiar, respectivamente.

Reportagem - Cid Queiroz
Edição - Natalia Doederlein

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